Hipnoterapia - Informações
sobre Hipnose e Regresssão
Feche os olhos e recorde-se da última vez em que fez algo de que tenha verdadeiramente
gostado, como por exemplo um agradável passeio pelo parque, uma ida à praia, etc.
Recorde esses momentos o mais pormenorizadamente possível.
Lembra-se dos cheiros, sons ou sensações? Agora abra os olhos. O que acaba de
experimentar é uma forma de hipnose muito suave.
A hipnose é um estado alterado de consciência, semelhante ao transe, durante
o qual o indivíduo sente um profundo relaxamento físico e emocional. O estado de transe
hipnótico é um estado de concentração profunda e absoluta, em que o paciente foca toda
a sua atenção no que lhe é dito, mantendo-se sempre consciente, nunca perdendo a sua
compostura nem fazendo nada contra a sua vontade.
A Hipnoterapia ou Hipnose Clínica é o uso da hipnose que tem por fim ajudar o paciente,
de forma a que este possa vencer e lidar com problemas e distúrbios de natureza
psicológica e psicossomática, dificuldades emocionais, superar hábitos e vícios,
traumas, etc.
Situações em que a Hipnoterapia pode ajudar:
Problemas de Auto-Confiança/Auto-Estima
Ansiedade e Stress
Depressão
Medos e Fobias
Ataques de Pânico
Consumo de Tabaco
Controlo de Peso
Anorexia/Bulimia
Sofrimento/Pesar
Sentimento de Culpa
Vencer o Trauma
Insónia
Gravidez e Parto sem Dor
Sindroma de Intestino Irritável
Preparação para Exames
Dor de Cabeça
Melhoria na Prática de Desporto
Hábitos e Vícios
TÉCNICAS USADAS EM HIPNOTERAPIA
Regressão Analítica
Esta técnica terapêutica permite o acesso ao subconsciente.
A sua mente subconsciente pode ser comparada com um armazém de vasta
capacidade, onde tudo o que você tenha jamais feito, dito, ouvido, visto e sentido, está
armazenado. Ela funciona automaticamente. Não racionaliza nem usa lógica. Simplesmente
armazena dados.
Através da regressão o seu subconsciente ajuda-o a descobrir a origem do conteúdo
negativo de experiências do passado. Tal situação permite que a sua mente encontre
soluções para problemas com raízes profundas. O resultado obtido é a libertação de
condicionamentos que surgiram na infância e que podem estar na origem de problemas
físicos e psicológicos.
Terapia de Sugestão - Reprogramando o Subconsciente
Todos nós estamos constantemente reprogramando o nosso subconsciente através
das experiências vividas, pensamentos e diálogo interno. Se este for negativo, o seu
subconsciente armazenará estas crenças e emoções negativas, criando hábitos de
pensamento e comportamento que com o decorrer do tempo poderão vir a prejudicar a sua
qualidade de vida e saúde.
O mesmo princípio aplica-se a atitudes e pensamentos positivos e construtivos. Com a
reafirmação, através da sugestão, de sentimentos de auto-confiança e auto-estima,
podemos reprogramar o nosso subconsciente. O resultado é muito positivo.
Existem muitas outras técnicas utilizadas em Hipnoterapia que quando administradas por um
profissional devidamente qualificado, produzem resultados muito eficazes e duradouros.
Estas técnicas incluem a auto-hipnose, relaxamento, visualização, dessensibilização,
dissociação, regressão a vidas passadas, etc. A escolha das técnicas a utilizar
depende das necessidades, problemas, objectivos e personalidade do paciente, transformando
assim cada consulta numa experiência única e pessoal.
Síndrome do Pânico: Tratamento Através da Terapia de Regressão
Você já teve a impressão de conhecer há muito tempo, uma pessoa que acabaram de lhe
apresentar? Ou chegou a um lugar em que nunca esteve e o achou estranhamente familiar,
despertando a sensação de que já conhece o local?
Várias pessoas passam por esse tipo de experiência. Sob a ótica da terapia de
regressão, isso são apenas lembranças de vidas anteriores. A terapia de regressão tem
como principal objetivo, levá-lo a vivenciar seu principal bloqueio, fazendo com que o
seu DESEJO, reprograme tais bloqueios, lhe proporcionando o bem estar. É como se fossemos
mudar o "final do filme", que temos gravado em nosso inconsciente.
No caso da Síndrome do Pânico, a referencia são "perdas". Perdas que vem
somadas ao longo do tempo. Considerada a "síndrome do século" ela já atinge
segundo as estatísticas, 3% da população, ao meu ver esse número é muito maior, visto
a título de consultório, eu diria que seria de no mínimo 60%, um número que assusta,
visto que trata-se de um sintoma de fundo emocional, mas que para o paciente, é tão
real, quanto as suas dores físicas, vinculadas a partir de então.
Considerando que ela é cíclica, devemos observar seus sintomas, pois ela pode vir de
forma amena, e desaparecer com o tempo, mas que omissa, volta com mais força até o
processo de prostração total.
Vamos aos Sintomas: * Falta de ar, opressão no peito e uma forte angústia, que poderá
durar poucos minutos (a princípio); * Taquicardia; * Vertigem; * Enjôo; * Suor frio e
tremor nas mãos.
E na seqüência, o medo de perder o controle, trazendo a introspecção e depressão.
Normalmente tais sintomas serão detectados num ambiente aberto, com muita gente, ou
shopping, festas ao ar livre, hipermercados. Isso também não impede que venha numa
situação onde o paciente sinta-se acuado, como no carro, e no trânsito.
Falta-me o ar = PERDAS Vertigem. Falta-me o chão = PERDAS Medo de PERDER o controle .
São perdas, dos quais o paciente ainda não "digeriu", que somadas, implodem a
partir de então.
A terapia de regressão a vidas passadas, deve ser vista , sob a condição, de uma
terapia alternativa, ou seja, uma alternativa de tratamento, acredite o paciente do que
lhe convém. Se "Vidas Passadas" ou "Herança Genética", como assim
também é vista, o mais importante é reciclar, e imprimir novos padrões mentais de
segurança, solidez e coragem, para enfrentar os obstáculos da vida.
Hipnose para tirar a dor:
Muitas pessoas têm verdadeiro pavor de ir ao dentista. Sentar na cadeira,
abrir a boca e ouvir aquele barulho do motor é um verdadeiro terror. A pessoa sua frio,
fica tensa, coração dispara e algumas chegam até a desmaiar. Essa descrição refere-se
aos odontofóbicos, parcela bastante significativa dos pacientes de dentistas atuantes
pelo Brasil afora, que têm verdadeiro pavor de ir ao dentista. Estudos científicos
apontam que cerca de 15% à 20% das pessoas sofrem de odontofobia, informou o professor da
Universidade Potiguar, Doriélio Barreto da Costa. É de olho nesse mercado que alguns
profissionais vem desenvolvendo novas técnicas de tratamento. A hipnose, apesar de não
ser novidade, tem ajudado muito no tratamento de odontofóbicos. O uso da técnica por
dentista está previsto na lei 5.081/66, que regulamenta a profissão no país, mas não
são todos os dentistas que a realizam, pois é necessário dominar a técnica.O
Cirurgião o qual utiliza esta técnica realiza a mesma em cerca de 60% dos pacientes e se
declara satisfeito com os resultados. "Estamos falando de um tratamento natural, e
que em alguns casos pode substituir a anestesia química. Sua eficácia está comprovada e
é preciso quebrar os mitos para que mais pessoas possam ser beneficiadas". Ele
comentou que as pessoas têm preconceito com a técnica, o que limita o número de
pacientes tratados com a hipnose. "É preciso acabar com essa visão de que hipnose
é charlatanismo, coisa de bruxo. Só assim mais dentistas passarão à trabalhar com a
técnica em seus consultórios". Outro que aprova e defende o uso da hipnose em
odontofóbicos é o presidentes do Conselho Regional de Odontologia local (CRO/RN),
Ricardo Sá. "A hipnose tem ajudado muitas pessoas a realizarem seus tratamentos
dentários. Imagine que existem pessoas que deixam de ir ao dentista por casa do medo. A
saúde bucal é tão importante quanto a de outras partes do corpo", destacou
ele.Adepta da técnica, a dentista Jaqueline Moux, realiza hipnose em pacientes que
apresentam os sintomas de odontofobia a mais de 10 anos. O tratamento não tem nada de
místico, como a maioria das pessoas pensam. Ele trabalha o emocional da pessoa e a
tranqüiliza, uma vez que o medo que ela sente do dentista não é real, não tem danos a
sua integridade física, é apenas emocional. De acordo com a dentista existem casos mais
complicados em que apenas o relaxamento não surte efeito, e é necessário realizar a
hipnose clássica e deixar a pessoa em transe hipnótico.O tratamento de odontofóbicos
através da hipnose pode ser realizado em todas as pessoas que se deixem hipnotizar e
acreditem na hipnose. Apenas os doentes mentais e os ébrios, por não conseguirem se
concentrar não podem ser hipnotizados. A técnica é indicada para pacientes que precisam
aceitar o tratamento dentário, perder hábitos viciosos como o de roer unha ou tampa de
caneta e em tratamento pré ou pós operatório.
PERGUNTAS FREQUENTES:
Pergunta: Posso ser hipnotizado?
Resposta: Através de estudos recentes, concluiu-se que o ser humano entra num estado
psicologicamente idêntico ao da hipnose, aproximadamente cada noventa minutos. Isto pode
acontecer quando você dá por si a sonhar acordado, a ler um livro ou mesmo
antes de adormecer.
Pergunta: O que se sente quando se é hipnotizado?
Resposta: A maioria dos pacientes diz sentir uma maravilhosa sensação de relaxamento
físico e mental. Outros descrevem essa sensação como sendo inspiradora e de
realização total.
Pergunta: Existe perda de controlo por parte do paciente durante o estado hipnótico?
Resposta: NÃO. Ninguém o pode hipnotizar contra a sua vontade, assim como você não
pode ser forçado a fazer ou dizer algo que não queira. Você tem a liberdade de rejeitar
quaisquer sugestões a qualquer momento, durante a sessão.
Pergunta: Existe a possibilidade de ficar preso no estado de transe?
Resposta: NÃO. Todos nós entramos e saímos em estado de transe várias vezes por dia. O
máximo que poderia acontecer, seria você adormecer e acordar sentindo-se extremamente
relaxado.
Pergunta: Lembrar-me-ei de tudo o que se passou durante o transe?
Resposta: SIM. A maior parte das pessoas fica surpreendida pelo facto de se lembrar do que
aconteceu durante a consulta. Lembre-se que o transe hipnótico é somente um estado de
consciência alterado, durante o qual você está sempre consciente relativamente a tudo o
que se passa e que é dito.
Pergunta: De quantas sessões de hipnoterapia necessitarei?
Resposta: O trabalho com o subconsciente é um processo poderoso que geralmente surte
efeitos a curto prazo. Na generalidade, os pacientes sentem algumas mudanças num curto
espaço de tempo. Podem sentir-se mudanças positivas depois de uma ou duas sessões,
todavia a situação pode variar de pessoa para pessoa.
Pergunta: A hipnoterapia não é perigosa?
Resposta: Quando praticada por um hipnoterapeuta profissional, devidamente qualificado, a
hipnoterapia é uma ferramenta potente e segura, livre de quaisquer efeitos
nefastos ou desagradáveis.
Pergunta: A hipnoterapia substitui a medicina convencional?
Resposta: Definitivamente não! A hipnoterapia não substitui a medicina convencional em
nenhuma circunstância! Se você tem algum problema de saúde, é imperativo que consulte
o seu médico, informando o seu hipnoterapeuta sobre alguma medicação que lhe possa ter
sido prescrita, assim como sobre alguma doença que possa ter sido diagnosticada.
Pergunta: Como devo escolher um hipnoterapeuta?
Resposta: Certifique-se sempre que escolhe um hipnoterapeuta que seja profissionalmente
qualificado. Igualmente importantes são a personalidade e carácter do mesmo. Você deve
confiar e sentir-se à vontade com um profissional com quem poderá ter de discutir
assuntos muito pessoais e sensíveis.
Pergunta: As sessões de hipnoterapia são todas confidenciais?
Resposta: SIM. Nenhuma informação será fornecida a quem quer que seja sem autorização
prévia dada pelo cliente, excepto nos casos previstos na lei do país em questão.
As Perguntas mais comuns sobre a Terapia de Vidas Passadas
Ao se falar em Terapia de Vidas Passadas ou Regressão, surgem diversas questões sobre o
assunto e, em geral, as dúvidas são sempre as mesmas. Com o objetivo de esclarecer mais
sobre esse assunto selecionei as perguntas mais comuns com as respectivas explicações.
- Como é que se consegue vivenciar outras vidas?
Através de um relaxamento profundo, ou hipnose, onde o terapeuta conduz o relaxamento com
um tom de voz, em geral, calmo e repetitivo, num ambiente tranqüilo. Mas algumas pessoas
conseguem acessar vidas passadas durante o sono ou noutras situações de relaxamento,
sozinhas, ou seja, sem auxílio de um terapeuta.
- A hipnose não é perigosa?
Não, pelo contrário, o estado de profundo relaxamento que a hipnose provoca, traz uma
sensação de extremo bem estar resultante da obtenção de um melhor equilíbrio
fisiológico. É utilizada não apenas para conhecer vidas passadas mas também para a
redução do stress, tratamento de fobias, dores crónicas, ansiedade, depressão,
doenças psicossomáticas, entre muitas outras. Muitos dizem ter medo de perder o controle
ao serem hipnotizados, ou ficarem em poder do hipnotizador - nada mais falso .
Não é possível ser hipnotizado se não quiser. Toda hipnose é uma auto-hipnose. O
hipnotizador só conduz o processo, é um instrumento para auxiliar a obter um relaxamento
mais profundo.
- Todos conseguem ser hipnotizados?
A hipnose consciente que é a mais utilizada actualmente é acessível a qualquer pessoa,
desde que ela realmente queira, pois quem está no comando é a própria pessoa. Porém,
quando o nível de ansiedade é alto torna-se mais difícil obter um relaxamento completo
mas com exercícios e com alguma prática todos podem atingir o nível de transe.
- A pessoa fica imobilizada durante a hipnose?
Somente se assim o desejar. Em geral as pessoas falam sobre as imagens que vêem, o que
sentem, muitos se movimentam, gesticulam para descrever suas sensações, abrem os olhos,
riem, choram, mudam de posição. E se algo estiver incomodando no aqui-agora
ou seja no ambiente do consultório, por exemplo, um inseto voando próximo ao seu rosto,
é comum a pessoa espantá-lo com a mão ou sacudir a cabeça e continuar seu relato,
permanecendo no mesmo estado de relaxamento ou transe.
- É fácil chegar nesse relaxamento profundo?
Quanto mais a pessoa confiar no terapeuta, estiver interessada no processo e se entregar
sem reservas, mais fácil, rápido e profundo será o transe. Em geral, nas primeiras
vezes, o relaxamento é mais superficial, pois a pessoa não sabe o que vai acontecer,
está um tanto ansiosa. Mas com o tempo e exercícios é bem mais fácil. É comum, depois
de algumas sessões, o cliente só pelo fato de entrar no consultório já se senti mais
relaxado.
- Todos conseguem ver suas vidas passadas?
O seu inconsciente, ou seu eu interno, está sempre no controle, ou seja, você mesmo
controla a situação. Dentro de você, há a resposta sobre o que é importante ver ou
não, num determinado momento. Muitas vezes o terapeuta, por mais que tente, não consegue
fazer com que você regrida. É o seu eu dizendo que não é o momento adequado, ou você
não está preparado para ter essa experiência, ou as respostas de que você precisa não
estão em outras vidas.
- Como posso ter certeza de que a experiência foi realmente de uma vida passada?
Esse ponto é muito controverso. Na verdade, certeza absoluta jamais teremos, pelo menos
nessa vida... Mas, algumas pessoas pesquisam dados apresentados, como nome de cidades, sua
localização, eventos ocorridos em determinadas datas, cartórios com registros de
pessoas que viveram em determinada época e muitos casos foram confirmados. Noutros, a
pessoa sente realmente que está vivendo aquele momento e descobre muitas
explicações para sua vida atual. Mas é bom ressaltar que, para a Terapia de Vidas
Passadas, a confirmação do fato pouco importa, o que interessa é analisar os conteúdos
que o inconsciente trouxe à tona e como isso pode ajudar na resolução das dificuldades
dessa vida, a atual.
- Mas isso não pode ser a nossa imaginação?
Pode, e algumas vezes isso acontece e noutras os conteúdos são misturados, como nos
sonhos, em que vemos imagens de fatos que vivenciamos no dia, símbolos com um significado
pessoal, estórias que lemos, cenas de filmes que assistimos e fragmentos de vidas
passadas. Na verdade, é muito difícil a história de uma vida passada vir limpa, direta,
com início, meio e fim. É como quando fazemos um relato de algo que presenciamos; não
descrevemos somente aquilo que observamos, mas também colocamos nosso julgamento,
comentários, interpretações, opiniões nossas e de outros. A nossa mente não é
fragmentada. O nosso inconsciente guarda diversas impressões, fantasias, memórias, e
também sabe o que vai acontecer. Há casos de pessoas que têm projeções, ou seja,
vêem o que irá acontecer num futuro próximo ou remoto.
- Nesse caso, a terapia não faz efeito?
Através da Terapia de Vidas Passadas pretende-se resolver bloqueios, angustias,
dificuldades que nos afetam nesta vida. Situações que não foram bem elaboradas noutras
vidas e que precisam de ser reexaminadas a nível consciente. Se, para resolver
determinado problema, o inconsciente trouxe algo fruto da imaginação ou de outro tipo é
porque tais conteúdos são importantes naquele momento. O mais interessante é que os
problemas são solucionados, não importando se são vidas passadas ou imaginação.
Lembre-se: quem tem o controle do processo é o eu interno.
- Não há perigo de se ficar numa outra vida?
Não. Em primeiro lugar, porque não se vai para outra vida. A pessoa
permanece no presente, sabendo onde está, consciente, ouvindo os sons ao seu redor e tem
todo o controle de si. Mesmo se o terapeuta saísse da sala e não voltasse, a pessoa em
estado de profundo relaxamento permaneceria assim por um certo tempo e retornaria
naturalmente, ao seu estado normal, como se estivesse despertando de um cochilo.
- É importante o terapeuta permanecer ao lado da pessoa?
Como já foi dito, é possível regredir a outras vidas mesmo sozinho, mas como o processo
terapêutico tem o objetivo de resolver algo dessa vida, o auxílio do terapeuta é
importante para conduzir de forma mais objetiva e mais rápida ao fato que originou a
situação de conflito. A presença do terapeuta é importante para auxiliar a pessoa,
caso ela esteja se sentindo perturbada com algo que vivencie. Isso é possível perceber
mesmo que não seja falado, seja pela expressão do rosto, coloração da pele,
respiração, gestos e variados sinais. O terapeuta conduz o processo de forma que a
pessoa tenha acesso a essas memórias sem envolvimento emocional, se for o caso.
- Lembrando de uma situação de outra vida que tenha relação com o problema atual esse
se resolve?
Os conteúdos apresentados devem ser analisados e comentados para se verificar de que
forma isso estava bloqueando nossa evolução. Mas, muitas vezes, se a vivência que
experimentamos foi a causadora do problema (pode a situação ficar se repetindo em
diversas vidas) somente pelo fato de a recordarmos, ou seja, trazermos para a nossa
consciência, a solução se concretiza.
- Como é se sentir noutras vidas?
Essa é uma experiência única e pessoal. Mesmo de sessão para sessão pode haver
diferenças. Algumas vezes, a impressão é de que se está tendo um sonho muito real.
Noutras, é como se víssemos um filme. Em outras, tudo é tão claro e nítido que chega
a espantar. Mas sempre é uma experiência enriquecedora.
- Sempre conseguimos reconhecer nossos parentes e amigos nas pessoas que vemos noutras
vidas?
Não, nem sempre. Alguns reconhecem com certeza absoluta uma ou outra pessoa, vendo-as
até com o mesmo rosto da vida presente (o inconsciente quer que a pessoa seja reconhecida
sem dúvida alguma), noutras vezes surgem dúvidas e o reconhecimento é feito por uma
determinada característica, ou sensação. Muitos não reconhecem ninguém. Mas, pela
experiência, sabemos que importa muito pouco reconhecer ou não. O que interessa é o
fato em si, a situação da vida que está sendo apresentada.
- Esse tipo de terapia só pode ser utilizado por quem acredita em vidas passadas?
Qualquer pessoa se beneficia com a terapia, desde que ela seja indicada para o seu caso.
Quando não há a crença em reencarnação o processo é conduzido da mesma forma, e o
cliente pode considerar os fatos que lhe vem à mente como conteúdos do seu inconsciente,
fantasias, imaginação, não importa, o resultado é o mesmo.
- Por que utilizar a técnica de vidas passadas se o problema está nessa presente?
Segundo os espiritualistas, reencarnamos para aprender, crescer, aprimorarmo-nos. Muitas
vezes, ficamos repetindo certas situações que nos trazem problemas pelo simples fato de
não saber como sair delas, desconhecendo aquilo que é preciso aprender. Ao regredir a
outras vidas, fica mais fácil entender o porquê de certas situações. Muitas vezes,
estamos tão presos aos sofrimentos dessa vida que nem conseguimos olhar para nosso
problema de forma objetiva. Ao investigar outra vida, em que tenhamos passado por uma
situação semelhante, tudo se torna mais fácil pois o sofrimento já passou, foi noutra
vida, e se consegue analisar o fato mais objetivamente, aprendendo com ele.
-Todos os problemas podem ser solucionados com essa terapia?
Não. Cada caso é único e individual, e é leviano citar distúrbios ou doenças que
podem ser solucionados por este tipo de terapia. É necessário conhecer o cliente, seu
histórico de vida, sua maneira de ser para poder fazer a indicação do tipo de terapia
mais adequada para o seu problema. Nessa hora, a escolha de um bom terapeuta é
importante. Esclareça com ele todas as sua dúvidas, pergunte, fale, ouça e responda a
si mesmo se, é esse o tipo de terapia ideal para você agora, e se é essa a pessoa que
irá ajudá-lo.
Hipnose, Regressão e Vidas Passadas
Terapia de Vidas Passadas
Um momento significativo em minha trajetória foi quando iniciei o estudo e a prática da
Terapia de Vidas Passadas (TVP), que abriu um campo de pesquisa que me permitiu encontrar
respostas para fenômenos paranormais que vivia desde a infância. Fenômenos que me
colocaram em contato com as equipes espirituais que trabalham nos processos de cura.
Desta forma, a dimensão espiritual tornou-se uma realidade para mim. Um caminho inverso
ao do psiquiatra americano Brian Weiss, autor de vários livros que relatam casos de cura
através da TVP, e diz que era um cético cujo passado em nada o preparara para esse
contato. Brian faz parte de uma geração de cientistas que abre as suas pesquisas
para além do universo material, delineado a trajetória do encontro da ciência com a
espiritualidade.
A Terapia de Vidas Passadas leva o paciente a reviver os traumas do passado, liberando-o
dos bloqueios que atrapalham o seu desenvolvimento na vida atual. Assim, acontece uma
expansão de suas capacidades e a gradativa eliminação dos sintomas que o afligem no
presente.
Os resultados não surgem de forma milagrosa, embora alguns terapeutas divulguem efeitos
espetaculares em poucas sessões. A realidade prática, porém, demonstra que cada
experiência deve ser passada e repassada nos mínimos detalhes, para se obter a máxima
compreensão possível e liberar, assim, a carga emocional relativa a cada vivência, até
que se atinja o trauma básico.
Isto não acontece de forma linear! O fundamental é se ter determinação e persistência
para atravessar o processo de deslocamento dos traumas registrados na zona inconsciente
para o consciente. Isso exige a vivência de algumas etapas: confronto, aceitação,
vivência, descargas das energias bloqueadas (que provocam os sintomas) e finalmente, a
compreensão e libertação dos vínculos com o passado.
Segundo a milenar cultura oriental, o conhecimento apaga o karma, pois este é gerado pela
ignorância e inconsciência. É muito comum ouvirmos coisas do tipo: Não sei
porque sempre que me apaixono esse alguém é casado ou drogado, etc. ..., mas o
esconhecimento é que nos leva à repetição das situações indesejáveis.
O terapeuta ajuda o paciente a realizar um trabalho de arqueologia da alma, agindo como um
canal transparente que não deve influenciar, mas deve ter conhecimento dos sutis
processos mentais e espirituais.
Assim com apurada sensibilidade, o terapeuta estará apto a sinalizar com firmeza os
comandos que levam o paciente a atravessar as diversas camadas que encobrem os traumas do
passado. A etapa seguinte é reviver a dor e escoar a carga emocional bloqueada.
Para fazer terapia, não é necessário que se acredite em vidas passadas, basta
estabelecer a comunicação entre o hemisfério direito do cérebro, responsável pela
vivência global e lúdica, e o hemisfério esquerdo, que coordena as percepções
lineares, a lógica.
Com o tempo, a diferença entre o processo imaginativo e a lembrança de vidas anteriores
torna-se distinguível, e a certeza do fenômeno de regressão a vidas passadas surge como
conseqüência da prática pessoal.
Todo desequilíbrio mental ou físico pode ser tratado pelo método da TVP, pois, com o
conhecimento de sua origem, combate-se a fonte dos sintomas e essas causas geralmente são
oriundas de resíduos kármicos. Por isso, a Terapia de Vidas Passadas traz o
autoconhecimento, resgata o equilíbrio emocional e possibilita uma nova postura diante da
vida. Todo ser humano deve ter como meta prioritária a saúde e a felicidade, a partir da
união e a harmonia com o Todo.
No teatro de nossas vidas individuais somos os escritores de nossas tramas e enredos.
Talvez não percebamos que cada ação ou escolha é como plantar a semente para o futuro.
A planta crescerá na exata proporção da semente que foi plantada. Assim, o primeiro
passo a ser dado em conexão com a revisão de vivências passadas é reconhecer que
ninguém, exceto nós próprios, pode ser responsável pelas condições presentes em
nossas vidas.
O intricado entrelaçamento e interpretação de relacionamentos e eventos podem ser um
dos temas mais fascinantes para revisão em toda a vida de uma pessoa. Quando sua vida
estiver desequilibrada ou os eventos parecerem fora de controle é chegado o momento de
interrogar-se e verificar onde está o real início dessa condição. Em uma terapia que
envolve vivências passadas o indivíduo aprende a questionar-se e a ouvir as respostas.
Ao tornar-se eficaz nessa técnica terá acesso àquela parte de sua mente sempre que
precisar de maior informação sobre si mesmo e sobre a vida ao seu redor.
É possível evocarmos lembranças ou conceitos de experiências de uma vivência passada
sem haver necessidade de uso de drogas ou quaisquer outros meios artificiais. Temos um
acesso mais fácil ao nosso inconsciente do que imaginamos. É espantosa a informação
que existe na mente humana, não apenas para mim como terapeuta, mas também para o
indivíduo que experimenta uma nova parte de seu interior pela primeira vez.
A parte mais importante do processo de regressão consiste em aprender a confiar em sua
capacidade para um diálogo entre sua mente consciente e a mente inconsciente. Essa
confiança fica estabelecida quando, primeiro, aprendemos a fazer os tipos certos de
perguntas e, então, desejamos aceitar as respostas que surgem na mente. É necessário
deixarmos de lado a parte cética da mente e permitir a nós mesmos ouvir a resposta
interior. Para evocarmos tais lembranças não é preciso acreditarmos na reencarnação,
porque não importa realmente se tais memórias são reais ou fantasiosas. Se elas
emergirem de dentro, pertencem a nós e podem dar claramente uma explicação para
problemas relacionados a circunstâncias atuais. O desejo de não emitir julgamento quanto
a tais respostas serem ou não corretas parece ser o único pré-requisito para uma bem
sucedida sessão de regressão.
A mente consciente parece permitir o surgimento de lembranças específicas somente quando
estamos prontos para elas. É espantoso e incrível o poder para contar histórias que
jazem na mente de quase todo mundo. A história vai emergindo, linha por linha, cena por
cena, mas em ordem inversa, conectando-se às experiências nesta vida somente depois da
sessão estar completa. Em geral, tais experiências fluem do inconsciente acompanhadas
por profunda emoção. O indivíduo nunca sabe o desfecho final da trama enquanto não
chegar ao ponto solto em seu trauma. Também fico sempre abismada ante o que vai surgindo
enquanto a pessoa se submete à regressão, porque nenhum de nós tem idéia de como será
o fim dessas sessões.
Com a lembrança surge um profundo senso de alívio, pouco importando qual o tipo de
experiência que ficou oculta no passado. O efeito residual é positivo, quase como o
alijamento de uma carga mental que foi carregada por tempo demais. Pouco a pouco, a
experiência daquela lembrança começa a ser integrada à existência atual, com inteira
naturalidade. Após certo período, o indivíduo percebe que tem uma perspectiva diferente
sobre uma determinada situação ou relacionamento, que parece curar a presente
situação. O poder da mente é formidável. Com uma nova perspectiva, tomamos novas
decisões quase automaticamente e começamos a reescrever nosso script de vida.
Numa sessão de regressão todos são capazes de alcançar a informação, até então
oculta, em um estado de vigília completamente natural. Essas sessões duram geralmente
cerca de uma hora e revelam informações suficientes para atingir-se um ponto decisivo
que esclarecerá condições da vida presente, relacionamentos e padrões. Uma vez
esclarecida a chave para remover o bloqueio das questões ocultas, talvez descubra-se que
a informação se revela na época exatamente certa e apropriada da vida.
Não devemos nos preocupar se a informação surgida dessas sessões é acurada. Caso seja
parte de uma fantasia da pessoa, pertence a ela, portanto é válida psicologicamente.
Sendo assim, o que quer que emirja do inconsciente de uma pessoa pode ser sua percepção
particular do que realmente aconteceu. O importante sobre tais lembranças é a maneira
como se relacionam a eventos no presente. Se quaisquer dessas revelações fornecer
explicações ou esclarecer assuntos trata-se de uma experiência produtiva.
A finalidade da regressão não é lisonjear o ego, mas sim esclarecer e expressar os
medos, restrições, culpas e eventos às vezes maléficos de vivências passadas, a fim
de serem feitas escolhas mais adequadas no aqui e agora. Quando a pessoa está plenamente
consciente desperta a perspectiva, vê tudo através da perspectiva do aqui e agora.
As sessões de regressão eliminam muito trabalho duro, porque as liberações física,
mental e emocional são espontâneas e continuam beneficiando muito tempo após terminada
a terapia. A sessão de regressão, no entanto, só é viável se conduzida com a séria
intenção de examinarmos padrões psicológicos, a fim de ser adquirida uma melhor
qualidade de vida, bem como uma melhoria nos relacionamentos e, eventualmente, um mundo
melhor.
Os registros akashikos contêm informações sobre os pensamentos, atos e atitudes de cada
pessoa através de toda a história. Tais registros existem em alguma esfera ou nível de
energia não prontamente disponíveis a todos nós. Contudo, a inteira história do
coletivo humano e da atividade individual está lá para ser alcançada sempre que alguém
encontre a chave que se ajusta à fechadura.
Somos ditosamente inconscientes do que podemos ter realizado no passado até o dia em que
pudermos manejar essa informação sem que ela se torne uma ameaça à nossa
sobrevivência. À certa altura de nosso desenvolvimento o eu superior ou consciência da
alma faz com que nos tornemos curiosos sobre questões invisíveis. Muitas vezes a jornada
começa como resultado de uma dor que não podemos conciliar ou compreender.
Aprendemos a meditar, que, na realidade, é um processo de aquietar o cérebro consciente,
tão valioso em proteger-nos da verdade, até que alguma sinalização interior nos diga
que estamos prontos para sabermos mais. Em nossa jornada interior é o cérebro consciente
que faz as perguntas práticas, que observa e assimila o conhecimento. Entretanto, o
cérebro inconsciente tem muitas respostas estocadas, que só emergem na quietude
necessária para serem ouvidas em um nível superior. Aprender a dialogar com o
inconsciente é tão simples como aprender a fazer as perguntas adequadas e ouvir as
respostas que vêm de dentro.
Certas pessoas parecem ter um acesso mais fácil do que outras à informação contida no
inconsciente. Em determinadas sessões de regressão a informação flui, em outras, temos
que nos empenhar bastante para facilitar o fluxo de informação que parece retido ou
sepultado no interior. A nossa função é manter a pessoa na trilha certa, fazendo-lhe
perguntas que a levarão às próprias respostas. Se estamos seguindo a trilha certa, ela
pode corrigir nossas percepções apenas ligeiramente para esclarecer com exatidão como
é que experimenta uma dada situação.
O importante é não deixar a mente divagar, saindo do ponto crucial, uma vez que após
duas ou três horas a pessoa pode ficar cansada. Parece que a duração do tempo é exata
para fazer emergir uma determinada dose de informação concernente a uma vivência
passada. O equilíbrio do trabalho entre o hemisfério consciente e inconsciente da mente
centraliza e permite que a informação flua.
É importante que o indivíduo deixe escapar somente aquilo com que é capaz de lidar no
momento. Neste sentido, o prático cérebro consciente tem uma função inestimável, uma
vez que esta parte analítica da mente atua como guardião dos portais do inconsciente. O
indivíduo deve confiar na função de seu cérebro consciente certo de que só liberará
o que for adequado ao momento.
A instrução mais importante dada por nós, terapeutas, é que o indivíduo deve procurar
confiar em sua fantasia mesmo que julgue estar inventando uma história, devendo seguir
essa linha do instinto. Poderá modificar a história quantas vezes for necessário para
contá-la direito. Seus sentimentos têm muito a ver com o fato de a história ajustar-se
bem à ele ou não. Se, na realidade, todo o processo for simplesmente fantasia, a
fantasia pertence à pessoa. Ele seleciona uma dada situação, cenário e roupagens
inteiramente por acaso, que não se trata mais de acaso quando a sessão termina.
A revisão de uma vivência passada pode ajudar um indivíduo a ver onde e como
desenvolveu certos julgamentos que o limitam no presente. Essas recordações são muitos
subjetivas. Talvez sejam significativas apenas para a pessoa que as revive. Permanece o
fato de que as memórias extraídas causam não apenas um profundo senso de alívio, mas
também uma atitude modificadora de vida.
As regressões parecem ter sido particularmente proveitosas no trabalho de recuperação
de alcoólatras ou drogados. O vício não apenas aconteceu na vida presente, mesmo
existindo uma causa genética, mas pode sim ter sido desenvolvido no decorrer de muitas
vivências passadas, quando as drogas ou o álcool foram utilizados como forma de apagar o
sofrimento. Esta perspectiva parece dar ao alcoólatra ou drogado a aptidão de perdoar a
si mesmo, além de lidar com o problema resultante do vício. Na maioria dos casos, para a
solução dos problemas que podem ter levado séculos desenvolvendo-se, fica claro que
não há tempo melhor do que o presente.
"Abençõe seu inimigo, pois ele permite que você cresça" Escolhemos, então,
determinados pais e mães, irmãos e irmãs, bem como estilos de vida que possam ajudar o
nosso progresso ao longo da senda, ao invés de retardá-lo. Por vezes, dificuldades e
dureza são a única maneira de podermos reconciliar o equilíbrio cármico. Infelizmente,
parecemos efetuar nosso aprendizado em meio ao sofrimento, restrição, limitações e
dificuldades.
De qualquer modo, é raro reconhecermos a criação de uma dada condição ou nos
responsabilizarmos por ela. Em vez de atirarmos a culpa em outras pessoas ou condições,
se começarmos a interrogar-nos sobre o que iremos aprender ante uma determinada
situação estaremos à caminho de progredir. O perdão se segue à responsabilidade.
Geralmente há uma dívida a ser paga ou uma lição a ser aprendida. O perdão a si mesmo
atua como o mais potente agente curador de todos. Essa auto-absorvição nasce de uma
postura de responsabilidade e não de rejeitarmos nosso papel em uma interação com uma
pessoa ou situação.
A sessão de regressão tem um proveito duradouro por um número incontável de anos, já
que a informação continua a subir à superfície durante muito tempo depois de realizada
a sessão, sem qualquer instigação por parte do indivíduo. O processo de integrar essa
informação à vida diária começa assim que a sessão termina. Após as sessões, a
perspectiva é a coisa mais importante a mudar na vida do indivíduo. Os padrões e dados
que foram reordenados na sessão de regressão fazem com que a pessoa viva a sua vida de
uma forma diferente, simplesmente porque ela começa a tomar tipos diferentes de
decisões.
Regras básicas:
1. A linguagem no tempo presente o mantém envolvido emocionalmente na cena, sendo
extremamente importante como parte da combinação para abrir a sala de arquivos do
inconsciente.
2. Acredite em tudo que brotar de sua mente, mesmo que não faça sentido no momento.
Deixe de lado a mente crítica e confie em sua intuição.
3. Elimine de seu vocabulário a palavra lembrar, porque lembrar (ou recordar) empurra as
coisas normalmente para o passado, em vez de situá-as no presente.
4. Descreva os eventos o mais detalhadamente possível. Os detalhes manterão ocupado seu
cérebro consciente, a fim de que o inconsciente possa liberar a informação que lhe é
necessária. |